Jornal da CT Jovem - CT Jovem

Jornal da CT Jovem

Edição 01 | Setembro de 2026

 

Retrospectiva das ações
 

HidroTalks - Eventos extremos: prevenção, mitigação e resposta

Moderadora: Tereza Margarida Xavier de Melo Lopes

Palestrantes: Alexandre Cunha Costa; Veber Afonso Figueiredo Costa; Andressa Ellen Apolinário Silva

Principais discussões: O encontro abordou os desafios da prevenção, mitigação e resposta aos eventos extremos. Foram discutidas as incertezas na modelagem hidrológica, os impactos das secas e inundações sobre cidades e populações vulneráveis, a relação entre segurança hídrica e saúde pública e a necessidade de integrar ciência, planejamento e gestão pública. A prevenção foi destacada como uma das maiores fragilidades brasileiras, especialmente devido às dificuldades no planejamento territorial e na aplicação das políticas existentes.

"Sem a compreensão do risco, não há gestão eficaz."

Texto escrito por: Tereza Lopes | Quer saber mais? Clique aqui! 

 

HidroTalks: Convivendo com o Semiárido: desafios e soluções para a segurança hídrica

Moderadora: Gabriela de Azevedo Reis

Palestrantes: Suzana Maria Gico Lima Montenegro, Eduardo Sávio Passos Rodrigues Martins e José Etham Barbosa de Lucena

Principais discussões: A segurança hídrica do Semiárido não deve depender exclusivamente de grandes obras de engenharia. Os especialistas incentivam um maior uso dos dados climáticos para planejamento de riscos e não apenas como forma de reagir aos desastres. Além do uso dos dados, aplicar uma gestão integrada e policêntrica traz como benefícios a conexão de diferentes setores para resolução de problemas complexos. De forma complementar, o uso de tecnologias sociais, como sistemas de reúso de água para a agricultura familiar, podem auxiliar na promoção da autonomia e resiliência em escala local. Por fim, o encontro destaca a união da ciência com políticas públicas como o caminho mais sustentável para lidar com as secas que afetam o Semiárido e outras regiões do país.

"Temos que ter uma mentalidade de restaurar produzindo ou produzir restaurando."

Texto escrito por: Beatriz Silvestre Puchalski | Quer saber mais? Clique aqui! 

 

HidroTalks - Os desafios dos contaminantes emergentes

Moderadora: Brenda Camila Ferreira

Palestrantes: Heloise Giacobbo, Mickaela Paixão e Monica Porto

Principais discussões: A Heloise trouxe a perspectiva dos rios de Curitiba, apresentando resultados sobre a presença de cafeína e cocaína e os desafios dos sistemas convencionais de tratamento de água na remoção de micropoluentes. Na sequência, Mickaela discutiu como esses sistemas ainda não são pensados de maneira unificada e apresentou pesquisas sobre a possibilidade da ansiedade da sociedade estar associada ao estímulo provocado pelos compostos presentes na água. Ela também ressaltou a importância de dar visibilidade aos dados produzidos pela academia e aproximar esse conhecimento da sociedade por meio de encontros entre instituições, como ABES e ABRHidro. Por fim, Monica direcionou a conversa para a legislação e para a questão: qual é a dose segura? Ela reforçou que essa discussão precisa considerar não apenas os efeitos de cada substância isoladamente, mas também possíveis efeitos sinérgicos entre diferentes compostos. Diante desse cenário, uma das possibilidades apontadas está no controle na fonte, envolvendo tanto a produção quanto o uso dessas substâncias.

"É possível detectar o que quisermos [...] mas a pergunta deve ser: dado que eu tenho a presença desses contaminantes, qual é o impacto na saúde humana e no ecossistema?" - Monica Porto

Texto escrito por: Brenda Camila Ferreira | Quer saber mais? Clique aqui! 

 

HidroTalks - Resiliência, gestão e inteligência artificial como caminhos para a segurança hídrica no Brasil

Moderadora: Erika Alves de Meneses

Palestrantes: Mariana Medeiros Batista, Bruno Melo Brentan e Tereza Margarida Xavier de Melo Lopes

Principais discussões: Mariana destacou a importância de soluções descentralizadas, construídas a partir das características e dos saberes locais, especialmente em áreas rurais. Tecnologias como o SARA e o SIRIEMA mostraram como o reúso de águas pode contribuir simultaneamente para o saneamento, a oferta complementar de água, a irrigação e a segurança alimentar. Tereza, por sua vez, abordou o potencial da Inteligência Artificial para a gestão hídrica. A partir de exemplos relacionados ao consumo de água em Fortaleza, à caracterização de reservatórios e à detecção de vazamentos, foi destacada a capacidade da IA de interpretar grandes volumes de dados e identificar padrões que podem apoiar os gestores na compreensão das fragilidades e potencialidades dos sistemas hídricos. Por fim, Bruno apresentou a atuação do projeto HydroUAI (UFMG) destacando o uso da IA na detecção de vazamentos de redes de água e seu potencial para ampliar as possibilidades de monitoramento hídrico. Assim, a integração de dados, tecnologia e conhecimento científico pode contribuir para o desenvolvimento de ferramentas capazes de apoiar os gestores na tomada de decisão, considerando as particularidades de cada sistema.

"Quanto mais dados tivermos, melhores serão as possibilidades de desenvolver modelos capazes de apoiar o monitoramento hídrico"- Bruno Brentan

Texto escrito por: Brenda Camila Ferreira | Quer saber mais? Clique aqui! 

 

Rio de experiências

Caroline Kozak - Regionais da ABRHidro: Caroline compartilha com a comunidade da ABRHidro reflexões sobre o papel das Regionais da Associação Brasileira de Recursos Hídricos na gestão de recursos hídricos. Destaques da nossa conversa: 

"[...] o associado [...] pode fazer a diferença por si mesmo, participando desses órgãos colegiados, representando a ABRHidro e contribuir então para melhoria da gestão de recursos hídricos." 

"[...] entender a realidade local em que se está inserido é fundamental para a construção de um profissional mais abrangente aos problemas gerais." 

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Andreza Rigotti - Revitalização de rios: Andreza traz reflexões sobre revitalização de rios, funcionalidade ecológica e soluções baseadas na natureza. Destaques da nossa conversa:

"[...] a revitalização busca trazer vida de volta, seja através da melhoria da qualidade da água, reconfiguração da morfologia ou reconexão com a sociedade, sua dimensão cultural e social." 

"O conceito de Soluções baseadas na Natureza (SbN) vem ganhando espaço como política ambiental, [...] mas ao mesmo tempo amplia a replicação de informações e pode até banalizar o uso do termo, a exemplo da sustentabilidade. Assim, é importante buscar informação científica." 

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Thaís Antero - Trajetória profissonal em recursos hídricos: Thaís compartilha sua trajetória na área de recursos hídricos e os aprendizados ao longo do caminho. Destaques da nossa conversa:

"Minha trajetória acadêmica e profissional acabou convergindo naturalmente para o estudo de eventos extremos, especialmente relacionados à drenagem urbana."

"Com o tempo [...] identifiquei uma lacuna importante: a necessidade de incorporar mudanças climáticas no dimensionamento e planejamento dessas infraestruturas."

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Publicações temáticas

Saúde mental: No mês do Janeiro Branco, compartilhamos informações sobre caminhos de apoio psicológico profissional e acessível, especialmente para estudantes, jovens profissionais e pessoas em início de carreira. Quer saber mais? Clique aqui!

Dia internacional de mulheres e meninas na ciência | Dia da mulher: Na ABRHidro, a presença feminina vai além da participação: ela se expressa na liderança. A CT Jovem celebrou as mulheres que compõem a Diretoria da ABRHidro, as coordenadoras e coordenadoras adjuntas das Comissões Técnicas e Regionais. Quer saber mais? Clique aqui!

Dia dos povos indígenas | Dia da terra | Dia nacional da caatinga: A CT Jovem reforçou o reconhecimento aos direitos territoriais dos povos indígenas e valorização de seus conhecimentos tradicionais com recursos hídricos. Além disso, no dia da terra destacou que, refletir sobre a água é refletir sobre o nosso futuro. Por fim, a comissão reforçou que, conservar a Caatinga é fortalecer a segurança hídrica no semiárido. Quer saber mais? Clique aqui: povos indígenas, terra e caatinga!

Dia das mães: No Dia das Mães, os membros da CT Jovem escolheram mulheres que marcaram seus caminhos e escreveram cartas em sua homenagem. Quer saber mais? Clique aqui!

Dia mundial do meio ambiente | Dia mundial do combate à dessertificação e à seca: No Dia Mundial do Meio Ambiente, a CT Jovem reforçou que proteger a natureza é proteger a água, a vida e o futuro. Enquanto, no Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, destacou-se a importância da integração para fortalecer a adaptação e a convivência com territórios vulneráveis. Quer saber mais? Clique aqui: meio ambiente e seca!

 

Publique na Revista Brasileira de Recursos Hídricos (RBRH)!

A RBRH, periódico científico da ABRHidro, publica contribuições técnico-científicas nas diversas áreas de recursos hídricos. A revista é de acesso aberto e aceita artigos científicos e técnicos, sessões especiais, softwares, bancos de dados, notas técnicas e estudos de caso. Associados da ABRHidro contam ainda com condições especiais nas taxas de publicação.

Mais detalhes aqui!

Texto escrito por: Tereza Lopes 

 
Conheça quem faz a CT Jovem acontecer
 

Compartilhando alguns dos nossos integrantes

Sou Beatriz Silvestre Puchalski, engenheira ambiental formada pela UFPR, mestre e doutoranda em Engenharia Ambiental pela UFSC. Atualmente, minha pesquisa é voltada à modelagem microbiológica da qualidade da água em ambientes continentais e costeiros. Além dessa área, tenho interesse no tratamento de água para abastecimento, especialmente no uso de coagulantes à base de plantas. Uma curiosidade sobre mim é que não passo um dia sem tomar água com gás, um combustível quase tão importante quanto o café. 

"Na CT Jovem tenho contato com diversas áreas e pessoas que ampliaram minha compreensão sobre o que são os recursos hídricos. É uma formação complementar."

Me chamo Alexandre Sokoloski de Azevedo Delduque de Macedo, sou bacharel e mestre em Engenharia Ambiental pela UFPR e atualmente doutorando em Engenharia Ambiental. Meu campo de atuação e pesquisa pode ser resumido em eventos hidrológicos extremos, modelagem hidrológica e estatística e gestão de recursos hídricos. Uma curiosidade aleatória é que meu nome completo às vezes é maior do título dos artigos e trabalhos que participo. 

"Participar da CT Jovem tem sido uma forma muito bacana de sair um pouco da minha bolha de pesquisa e conhecer pessoas que trabalham com diferentes temas dentro de recursos hídricos."

Sou Andressa Ellen Apolinário, engenheira civil pelo IFAL e mestre em Recursos Hídricos e Saneamento pela UFAL. Atuo com análise de riscos hidroclimáticos e resiliência urbana, especialmente na avaliação de inundações. Minha pesquisa envolve segurança hídrica em ambientes complexos e apoio à tomada de decisão. Uma curiosidade sobre mim é que adoro transformar mapas, modelos e dados em respostas para problemas reais.

"Na CT Jovem, encontrei um espaço para ampliar minha visão sobre os recursos hídricos, conhecer diferentes áreas de atuação e trocar experiências com pessoas que estão construindo seus próprios caminhos na área."

 

Fotos do semestre

"Na foto, eu e minha colega de doutorado Adele durante uma visita ao reservatório do Passaúna, em Curitiba. No dia, conhecemos algumas das pesquisas desenvolvidas pela equipe dos professores Dr. Tobias Bleninger e Dr. Rafael Bueno, envolvendo painéis fotovoltaicos flutuantes e equipamentos utilizados no monitoramento hidroambiental da região." - Alexandre Sokoloski de Macedo

"Em maio de 2026, tive a oportunidade de conhecer o Cowichan Lake e coletar amostras para avaliar a qualidade da água. Sou muito agradecida por essa experiência, que me proporcionou enriquecimento técnico-científico, além de momentos inesquecíveis no Canadá." - Brenda Camila Ferreira

“Durante a Rio Nature & Climate Week, participei da mesa-redonda sobre inteligência artificial e justiça pela água, ao lado de Drielly Vital, Raull Santiago e Pedro Itamares, com mediação de Witan Silva. Foi uma oportunidade de compartilhar reflexões sobre como a análise geoestatística e a IA podem contribuir para diagnósticos territoriais mais justos e para o enfrentamento das desigualdades hídricas e socioambientais.” - Tereza Margarida Xavier de Melo Lopes

 

Onde encontraremos a CT Jovem?

Nos próximos meses, integrantes da CT Jovem estarão presentes em eventos científicos nacionais e internacionais, compartilhando pesquisas e experiências e representando a juventude na área de recursos hídricos. 

Integrante Evento Data Local Participação Título
Luana Siebra Andrade 32nd TELEMAC User Conference 14–16 out. 2026 Toulouse, França Apresentação oral Sensitivity analysis of thermal parameters in a three-dimensional hydrodynamic model of an urban tropical reservoir
           
Sansara Lúcio Ribeiro Barbosa 1st IWA-YWP Iberoamerican Conference 27–30 out. 2026 Madrid, Espanha Apresentação oral LID optimization at the Lot Scale Using SWMM-MATLAB
     
Tereza Margarida Xavier de Melo Lopes Pôster Spatial heterogeneity of urban water consumption associated with socioeconomic inequalities: intraurban evidence from Fortaleza (CE), Brazil
           
Eduardo Matheus Costa da Fonte XVIII Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste 9–12 nov. 2026 Aracaju, Brasil Pôster Avaliação de algoritmos de Machine Learning para estimativa da condutividade elétrica de águas subterrâneas em vale aluvial do semiárido brasileiro
     
Gabriela de Azevedo Reis Apresentação oral Modelos internacionais de governança da irrigação: alocação de riscos, financiamento e papel do Estado na prestação dos serviços hídricos
     
Tereza Margarida Xavier de Melo Lopes Apresentação oral  1) Padrões Territoriais do Risco de Inundação no Brasil por Meio de Aprendizado de Máquina; 2) Modelagem da vazão anual por aprendizado de máquina na Bacia Hidrográfica do Alto Jaguaribe, CE

Além das apresentações de trabalhos, a CT Jovem também estará representada na Mesa-redonda 08: “Governança participativa e formação de jovens lideranças na gestão das águas”, no dia 10 de novembro, das 14h às 15h30, no XVIII SRHNe. Gabriela Reis atuará como moderadora, e Tereza Lopes participará como palestrante.

São diferentes espaços de troca, aprendizado e divulgação científica que reforçam a presença e o protagonismo dos jovens na construção da ciência e da gestão dos recursos hídricos.

 
Compartilhando conhecimento
 

Indicação de leitura

Ideias para adiar o fim do mundo - Ailton Krenak

Recomendo esse livro para todos, ele é curto, mas potente. Deixo-o na minha cabeceira como um lembrete de que somos seres indissociáveis da natureza. Krenak nos provoca a questionar a forma como pensamos a humanidade e as ideias que tomamos como fixas, mas que talvez não sejam tão fixas assim. Este livro nos estimula a olhar para outras formas de existir e nos ensina que talvez adiar o fim do mundo também seja aprender a pensar a própria vida de outra maneira.

"Eu não percebo onde tem alguma coisa que não seja natureza. Tudo é natureza."

Texto escrito por: Beatriz Silvestre Puchalski

Rubbish, Stink, and Death: The Historical Evolution, Present State, and Future Direction of Water-Quality Management and Modeling - Steven C. Chapra

"A preocupação humana pode ser expressa de forma sucinta em três palavras: lixo, mau cheiro e morte”, a partir dessa frase, Chapra (2011) apresenta a evolução da engenharia ambiental e da modelagem da qualidade da água, desde os problemas sanitários de Londres no século XIX até os avanços científicos e computacionais do presente. O artigo descreve acontecimentos como o Grande Mau Cheiro de Londres, a epidemia de cólera, o desenvolvimento dos primeiros sistemas de esgoto e o modelo de Streeter e Phelps, de 1925. Ao longo dessa evolução, Chapra (2011) explica que a preocupação com a qualidade da água passa da sobrevivência para a sustentabilidade. Recomendo essa leitura pois, contribui no entendimento de onde vieram os modelos de qualidade da água que utilizamos hoje e como os problemas ambientais foram moldando a ciência ao longo do tempo.

“Essas interações na cadeia alimentar levaram os modeladores a compreender que o ciclo do carbono orgânico na natureza não era um fim em si mesmo. Pelo contrário, a cadeia alimentar passou a ser vista como uma via de transporte e, em alguns casos, de concentração de contaminantes.”

Texto escrito por: Brenda Camila Ferreira

O Quinze — Rachel de Queiroz

Recomendo O Quinze porque, apesar de retratar a seca de 1915, o livro continua profundamente atual. Rachel de Queiroz mostra que a falta de água não atinge todas as pessoas da mesma forma. Ao acompanhar a trajetória dos retirantes, percebemos como as condições sociais limitam as possibilidades de enfrentar a escassez e de ter acesso à água em quantidade e qualidade adequadas. Como cearense e cientista, essa leitura me toca profundamente. É uma leitura dura, mas necessária, porque dá rosto e história a conceitos que muitas vezes aparecem para nós apenas como números.

“Apenas um desejo as animava: beber sem interrupção a água salobra das cacimbas, como se aqueles goles salgados, mornos, densos, lhes restituíssem saúde e vida.”

Texto escrito por: Tereza Margarida Xavier de Melo Lopes

 

Bacia hidrográfica em destaque 

Bacia do Rio Tibagi

Com 550 km de extensão, o Rio Tibagi, localizado no Paraná, possui 91 saltos e cachoeiras. Sua nascente está localizada na Serra das Almas, entre Ponta Grossa e Palmeira, a cerca de 1.100 m de altitude, e sua foz ocorre no reservatório da Usina Hidrelétrica de Capivara, no rio Paranapanema (298 m). A bacia hidrográfica possui 25.239 km² de área de drenagem e abrange 49 municípios.

A história da bacia está relacionada à ocupação de seus territórios por povos indígenas, especialmente Guarani e Kaingang, responsáveis pelo nome Tibagi, que significa “Rio do Pouso”. A partir do século XVIII, o rio passou a ser incorporado à esfera econômica do país. A ocupação de terras avançou a partir de 1840, com o Barão de Antonina. Em 1859, possivelmente em um contexto de conflitos com os Kaingang, foi criado o Aldeamento Indígena de São Jerônimo da Serra. Em 1875, intensificou-se a ocupação por populações não indígenas. Em 1878, a abertura de um novo caminho para os Campos Gerais marcou um momento importante para a região. O caminho, atualmente correspondente à PR-090, Estrada do Cerne, passa por Ventania até a Fazenda Fortaleza e contribuiu para a integração da bacia do Tibagi com o litoral paranaense.

Atualmente, a bacia se estende pelos três planaltos paranaenses, com diferentes características de ocupação e uso da terra. No 1º Planalto, Alto Tibagi, predominam atividades industriais e agrícolas, com média concentração de cidades. No 2º Planalto, Médio Tibagi, destacam-se as atividades agropastoris e a baixa concentração urbana. Já no 3º Planalto, Baixo Tibagi, predominam atividades industriais e agrícolas, com alta concentração de cidades.

O principal uso das águas superficiais e subterrâneas da bacia é o abastecimento público. A maior parte das captações está localizada nos afluentes, enquanto, no Rio Tibagi, estações abastecem municípios como Londrina, Cambé, Tibagi e Telêmaco Borba. A bacia também possui quatro usinas hidrelétricas, além de captações destinadas aos processos industriais e à irrigação.

Guia de pescaria do Rio Tibagi - PR | 2026

“Conhecer as características da bacia hidrográfica em que vivemos é o primeiro passo para entender, compreender e implementar uma politica ambiental integrada, que poderá proporcionar a sustentabilidade para todos que vivem nela.” - Rasca Rodrigues (Secretário do Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, 2006-2010)

Texto escrito por: Brenda Camila Ferreira

Referências: Instituto Água e Terra, para mais detalhes acesse aqui | figura

 
Nosso agradecimento 
 

O Prof. José Gilberto Dalfré Filho, atual Diretor de Eventos da ABRHidro, sempre demonstrou entusiasmo e alegria ao acompanhar a CT Jovem. Seu incentivo e sua sensibilidade em valorizar as ações da comissão são, para nós, um importante estímulo de motivação. Uma lembrança que guardamos com especial carinho foi a homenagem realizada durante a Assembléia da ABRHidro, em novembro de 2025. Para a CT Jovem, aquele momento representou o reconhecimento de um trabalho construído coletivamente e validou a importância de dar voz para as novas gerações da nossa associação.

Também queremos registrar nosso agradecimento à Graciela Schmidt Disconzi, atual secretária da ABRHidro, pela atenção, carinho e gentileza com que sempre recebe e acompanha a CT Jovem. Ter o apoio e o reconhecimento de pessoas que admiramos dignifica ainda mais as nossas ações e nos incentiva a seguir contribuindo, aprendendo e gerando uma transformação positiva dentro da ABRHidro. 

Nosso muito obrigado. Com carinho, Coordenação da CT Jovem | Biênio 2026–2027

 
Caça-palavras
 

 

 

Confira a resposta:

 
 
Jornal da CT Jovem  | Edição: 01
Elaboração: Alexandre Sokoloski, Andressa Apolinário, Beatriz Silvestre, Brenda Ferreira e Tereza Lopes
Revisão: Brenda Ferreira e Tereza Lopes
Diagramação: Brenda Ferreira
Realização: Comissão Técnica Jovem | ABRHidro

 

E-mail: [email protected] | Instagram: @ctjovemabrhidro | LinkedIn: @ctjovem | WhatsApp: grupo geral

 

A ABRHidro é uma instituição que tem por finalidade congregar pessoas físicas e jurídicas ligadas ao Planejamento e à Gestão de Recursos Hídricos no Brasil. Saiba mais

SUBMISSÃO ARTIGOS: ABRHidro - RBRH ABRHidro - REGA

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