O conhecimento sobre a produção e o fluxo de sedimentos é fundamental para o abastecimento público de água, a agricultura, a geração de energia hidrelétrica, a navegação e o turismo, dentre outras atividades.

Além disso, o estudo dos sedimentos representa uma importante ferramenta de análise ambiental. Isto é, dependendo da intervenção do homem no comportamento hidrossedimentológico de uma bacia hidrográfica, severas alterações podem ser notadas nos ambientes aquáticos (flora, fauna, temperatura, pH, turbidez, características químicas). Isso revela o caráter multidisciplinar da hidrossedimentologia (hidrologia, engenharia, química, biologia, geologia, agronomia, saneamento, matemática, física etc.).

 

A área de Engenharia de Sedimentos é estratégica para o desenvolvimento do País, uma vez que trata de temas como a erosão do solo, o fluxo e a deposição de sedimentos em rios, reservatórios, deltas e estuários, bem como as interações entre as suas características e a qualidade da água. A Comissão de Engenharia de Sedimentos atua organizando simpósios, cursos, palestras e publicações setoriais. Entre as suas atividades, destaca-se a organização do Encontro Nacional de Engenharia de Sedimentos (ENES), que teve sua primeira edição realizada em 1991.