Os “Encontros de Hidrologia Urbana”, organizados pela Comissão Técnica de Hidrologia Urbana da ABRH, já com longa história. Em 2003, embalados pela mudança nos rumos dos debates sobre o tema, essa Comissão se tornou Comissão Técnica de Águas Urbanas. O nome evoluiu, como evoluiu nossa percepção sobre o ambiente e sobre a necessidade de incorporar elementos que inicialmente não imaginávamos importantes para os debates sobre drenagem de águas pluviais.

Aliás, a própria terminologia “drenagem urbana de águas pluviais” se mostrou insuficiente para abordar a complexidade do tema, assim como o termo “hidrologia urbana” não é mais suficiente para trabalhar os processos hidrológicos urbanos. Hidrologia é mais abrangente, envolve qualidade. E qualidade não apenas pela consideração de parâmetros físico-químicos na análise das águas de chuva. Qualidade, nesse caso, significa envolver diferentes conceitos e ideias acerca do assunto, significa diversificar e fazer interagir o conhecimento.

Em 2014 incorporamos um novo elemento na terminologia da drenagem: “manejar as águas de chuva”. Drenagem já foi definida como uma questão de alocação de espaço e continua sendo. Então o manejo das águas pluviais vai além dos aspectos hidrológicos. Deve-se atentar para os aspectos sanitários e ambientais, explorar, resgatar e preservar as características originais da bacia. Considerar aspectos urbanísticos, arquitetônicos e paisagístico na alocação de espaço e inserção de estruturas de controle de enchentes na cidade e no lote. Requer, portanto, atuações simultâneas de diferentes profissionais.

Esta Comissão objetiva manter em pauta os assuntos relativos às Águas Urbanas, ao planejamento da elaboração de normas técnicas para drenagem urbana e dos manuais relacionados ao tema, além da organização de uma revista eletrônica em Águas Urbanas.